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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

PEDAÇOS DE GENTE

Pedaços de gente

Na beira da calçada

Sobre a pedra fria

Esmagados...........

Feridos..........

Roubados..........

As passadas tocam

As margens deste corpo

Cada vez mais alheias

Aos gemidos e às dores
Pedaços de gente

Para quem o pão ressequido

É o tocar este céu baixinho

Já não ouvem uma palavra

Nada esperam desta maldita raiva

Que lhes impuseram
Pedaços de gente

Que trazem o olhar turvo e distorcido

Estranhos cobertores

Tapam a miséria de papelão

E ninguém diz nada
Pedaços de gente

Em extrema solidão.

Pedaços de gente

Esmagados pelas mãos

De quem nunca soube

Abrir a alma

A um grito de pobreza.

6 comentários:

Anónimo disse...

A sua escrita deixa-me algo que um dia alguém lhe dará o devido valor.
Bendita alma que deixa na bruma do silêncio o respirar dos sentimentos.

Anónimo disse...

Já aqui passei diversas vezes sinto-me bem não só pela beleza do espaço mas essencialmente por tudo aquilo que aqui escreve,das metáforas cria hinos dignos de registo.
É com alegria que vejo boa poesia aqui.
O meu generoso obrigado.
Atenciosamente
M.A.

Fernanda e Poemas disse...

Olá, gosto muito da apresentação do seu blogue.
Gosto muito de o visitar.
Beijinhos,
Fernandinha

Fernanda e Poemas disse...

Adorei o poema.
Beijinhos,
Fernandinha

Fernanda e Poemas disse...

Voltei para desejar bom dia.
Beijinhos,
Fernandinha

O Profeta disse...

Uma cartola de papel
Guarda o sortilégio, a emoção
Um passo de mágica ao acaso
Às vezes solta luz ao coração

Mágico fim de semana


Doce beijo