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sábado, 4 de agosto de 2007

Cais da Pobreza

No cais da pobreza
Há estrelas desfalecidas
Noites frias de pássaros
Estradas esmorecidas
Nos barulhos asfaltados
Sonhos fechados
Em outonos sem fim
Chamas extintas
Nos fumos soltos da saudade
Lábios chupando a vida
Suores meditados
Nas lágrimas sem rosto
Seios maternos secos
Num chão de promessas
Um pano roçado
Vestindo rico e pobre
Um choro de esperas
Sempre igual

Neste cais da pobreza
Há fome de um pão de doçura
Nos gritos avermelhados da alma.

4 comentários:

Vieira Calado disse...

Achei que tem valor, nesta primeira visita.
Boa noite.

Anónimo disse...

Já estive aqui várias vezes lendo e relendo e na minha humilde opiniao a sua poesia /prosa deveriam estar publicadas.
Pense nisso .

SentidoS disse...

Na dolência de um sentido cais, neste porto afagado pelas mágoas, mora um mistério, um enigma que ondula nas fineza destas cristalinas águas...

Recuei no tempo, no regaço do vento, desbravei antigas letras, antigos versos...neles econtrei uma perfeição..."Porque do nada, Apenas restam as ossadas, De um corpo adormecido, Na eternidade de um tempo magro"...

Papoila disse...

Cais de pobreza camuflados em que tantas vezes recai o meu olhar...

Lindo
Beijos
BF