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sábado, 18 de agosto de 2007

Mente-me

Mente-me
Vento rubro que deambulas
Em murmúrios de falsas esperanças
Em lamentos de surdina
No crescente das folhas

Mente-me...
Nesse rodopio que se esvazia
No doce perfume de uma tenra rosa
Colhida no soluço
De uma gota inocente
Mente-me...
Quando as tuas passadas
São pedras de um tempo
Deixando na alma o sabor
De um travo arrepiante
Mente-me...
Despido de ti
Mostra-me a aragem das mãos
Talvez elas sejam o abrir
De uma primavera
Mente-me...
Vento...
Porque sei onde estou
Mas não sei de onde vens.

Mente-me...
Só hoje com a verdade!

2 comentários:

O Profeta disse...

Sem asas o pássaro fica preso
À terra prenhe e fria, a nostalgia
Sonhas com anjos negros no azul
Voando ao fim do dia


Profético beijo

SentidoS disse...

Existem palavras que o vento não fala, letras que o vento não cala, silêncios mudos, ruidosos e confusos, que hoje, no teu ouvido, a verdade ele conte em sussurros..

Beijo Sentido