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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Entre as frinchas das certezas vão espreitanto as incertezas com que por vezes pintamos essa tela que de azul só resta este céu onde as mãos tentam tocar no momento da agonia.
Disparam raios que me deixam presa no fogo que me transcende ,sinto a aridez na voz e o espanto subir-me na alma.
E esta raiva bendita que se prolonga aquém da noite deixando nas mãos esta loucura solta na pena esmagada entre os dedos.
Que sabeis vós letrados imponentes sobre a alma essa que canta a liberdadee flui na brisa tal como a carícia de uma criança?
Que sabeis da lágrima esmirrada escorrendo sobre o manto da fome alimentando as veias doridas deste nada que teima ressuscitar a cada amanhecer?
Que sabeis desta solidão que se passeia sobre o dorso da noite gritando a morte branca envolvendo cada suspiro num sufoco suspenso entre o partir e o ficar soletrando todos os compassos deste fado feito de dó?
Que sabeis do cantar destes pássaros que sobrevoam o circulo de fogo quando o vosso olhar é o inverno que rói cada osso deixando transparecer esse vicío onde tudo se corrompe para depois ser pó?
Que sabeis deste cadenciar que enlaça o corpo maduro e deixa nas mãos a única certeza que toca os sentidos e se esbate no pensamento libertando a pureza do amor esmagando a lúxuria matando cada animal que vive dentro de cada peito?
Que sabeis desta magreza escorregadia que grassa no campo de todas as batalhas deixando na boca o sabor amargo de quem nunca mordeu a codea do pão com que se saceiam os uivos de tantos lobos?
Que sabeis destas cores translúcidas que anunciam a benção dos céus se a água é o vinho que se ergue desse maldito cálice que só transborda ódio e espalhao terror e a vingança nas horas que o pensamento etilizado espreita a vitíma?
Que sabeis deste partilhar se as mãos se escondem entre sacos sejam eles azuis ou verdes e satisfazem o luxo que impera a ocasião não vá o diabo tecer a manta rota e deixe a nu a pobreza escondida?
Que sabeis de leis se nunca a boca grita a verdade que a alma lhe dita?
Que sabeis deste espírito que que vagueia entre o ser e toda a misticidade que envolve o olhar que se deixa levar pela hora do perdão sentindo este ajoelhar de todas as dores como o respirar profundo da paz?
Que sabeis deste todo quando em vós só existe o resto do nada?
Ignorantes?
esinteressados?
Apáticos?
Falsos?
Falsos profetas?
Velhos do Restelo?
Será?
Ou apenas o verdadeiro egoísmo á solta num mundo feito de comuns mortais vestidos da imortalidade gerada no ventre de uma mulher que doou a verdadeira humildade e sentiu o Amor dentro de um coração ajoelhado.
Que sabeis se o olhar não se curva sobre a alma a cada bater de horas?
Que sabeis homens de pulso duro ,de regras esmirradas do sentir de uma alma,de um coração
que se cansa ao virar o hoje,de uma boca escancarada e de uma mãos seca?
Que sabeis?
Dizei-me se o amanhã for o erguer da verdade na sua plenitude !

3 comentários:

SentidoS disse...

Sou e serei sincero, porque a falsidade é algo sem sentido, e a verdade ser-me-á lúcida até ao fim dos meus dias, assim sendo, ao ler estas palavras, fiquei sem palavras, num profundo silêncio, que me fez divagar entre este mar e o céu do meu existir. Perfeitas letras...lindas mesmo.

Beijo Sentido

Whispers disse...

Que saudades do mar:(

teu cantinho e lindo e as fotos meu deus me deu saudades


beijos em teu coracao mandados do canada

Whispers

O Profeta disse...

Sem asas o pássaro fica preso
À terra prenhe e fria, a nostalgia
Sonhas com anjos negros no azul
Voando ao fim do dia


Profético beijo